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10.11.2003 00:00
Conheça a nova bike HECKLER 2004 da marca SANTA CRUZ
Assumindo uma postura freeraidera, a Santa Cruz remodelou a bike Heckler
A tempos atrás observamos uma tendência mundial dos pilotos de Cross Country (XC) - que inicialmente usavam bikes rígidas para esta modalidade - e devido à evolução das bikes e equipamentos, passaram a usar as bikes Full Suspension por serem muito mais confortável para pedaladas em longas distancias. Porem, para outro grupo de bikers – os extremos - percebeu-se que alem de ser boa para longas distancias, as “full-suspensions” davam muito mais segurança e estabilidade em descidas e terrenos mais acidentados, fazendo com que os bikers ficassem cada vez mais arrojados em suas manobras. Tanto é que hoje em dia, o crescimento do Freeride (FRD) deve-se quase que em sua totalidade, à migração dos bikers arrojados do cross country à essa nova modalidade do ciclismo.
Por volta de 1997 a SANTA CRUZ desenvolveu a HECKLER - um quadro single pivot para o Cross Country, mas já com um design mais agressivo em relação aos outros de sua categoria. Justamente por esse visual mais agressivo, o publico do XC brasileiro optava por marcas e designs mais tradicionais, não entendendo muito o conceito sugerido pela SANTA CRUZ. Pois bem: a fabrica da California resolveu assumir uma atitude definitivamente mais agressiva e remodelou a estrutura da HECKLER sugerindo que alem do Cross Country, essa bike pode ser verdadeiramente “freeridera”.
Todos os tubos do quadro estão muito mais reforçados (feitos em alumínio 6066) em ralação a seu modelo anterior e com a gancheira modificada, para agüentar mais pancadas. Foram colocadas placas de reforços na junção do head tube e reforço na caixa de direção contra ovalização. Porem, as mudanças mais significativas estão na geometria e tubos do Swingarm: seus tubos são ovalizados dando mais rigidez e resistência suportando impactos muito mais fortes e aceitando os pneus mais largos (até 2,50). Outra vantagem desta bike fica na suspensão traseira, que oferece duas opções de shox: tanto a FLOAT AIR (mais leve e indicada para o XC) como a 5º ELEMENTO da Progressive Suspension (mola/óleo/ar) para ser usada em pedaladas extremas, ambas com de 5 polegadas de curso. A Santa Cruz sugere para a frente, garfos single-crow de 5” no máximo, não assumindo a responsabilidades por garfos com cursos mais longos que o sugerido, afinal essa bike não é para o Down Hill.
Optando pelo shox 5º Elemento, é possível ajustá-lo para qualquer situação de rolês, como: Dirt Jump, Race, 4X, Street, Freeride, etc. Sugerimos uma boa lida no manual de instrução pois são 5 regulagens diferente além da compressão do ar e tamanho da mola – garantindo assim mais durabilidade ao produto.
Quanto ao teste:
Efetuamos o teste da heckler nas modalidades de Dirt Jump, Mountain Cross, Street e Freeride MTB, usando uma Heckler tamanho P. Aliás este é um ponto delicado. No site da Santa Cruz, a fábrica sugere o tamanho do quadro indicado para a altura do piloto. Mas essa é uma sugestão para o Cross Country. Para o Freeride, acreditamos que a bike têm que ser de um tamanho menor por tornar a pilotagem mais ágil e fazendo com que a manobras sejam mais fáceis de serem efetuadas.
DIRT JUMP –
Na modalidade Dirt Jump, onde as rampas são praticamente verticais o que pudemos observar foi que ela não perde velocidade na entrada da rampa - devido a regulagem da suspensão - fazendo assim com que o piloto consiga ter quase o mesmo desempenho que uma bike rígida, e na recepção a mesma coisa, você não perde essa velocidade, alem de te dar mais segurança e uma margem de erro maior.
MOUNTAIN CROSS – 4X
Na modalidade do 4X a vantagem deste quadro está nas tomadas de curvas, onde ela proporciona mais estabilidade e em situações de Jumps (saltos) observamos que fica mais fácil de corrigir os erros que possam vir a acontecer na entrada ou recepção, amortecendo consideravelmente o impacto, sem que a velocidade seja afetada.
STREET e FREERIDE
Na sessão de Street e Freeride MTB ela se torna muito ágil e fácil de manobrar devido a sua geometria curta, permitindo a evolução tanto de manobras técnicas quanto manobras mais extremas, desde Drop’s, saltos de escadas, pulos de patamares diferentes e corrimões, com mais facilidades e segurança se comparado à com uma bike rígida.
Conclusão:
Por ser uma bike que oferece varias opções de regulagens em suas duas suspensões, verificamos que tanto em situações extremas quanto em pedaladas pela cidade, o fato dela ser Full Suspension não faz com que ela seja mais pesada e/ou prejudique em nada a performance do piloto em retomada de velocidade e execução de manobras.
A posição do piloto no cockpit é outro fator favorável em situações de pedaladas longas (Cross Country) mesmo com um setup dirigido ao Freeride. Tivemos ainda a oportunidade de testá-la em situações de EJECT – provocada por erros nos jumps – o qual não teve nenhum impacto negativo no resultado, sendo muito fácil de manuseá-la.
Como ponto negativo, destacamos a dificuldade em fazer manobras como barspin e X-ups devido ao pneu dianteiro ficar muito próximo aos pedais.
No mais, a bike cumpre a sua proposta: a Heckler é realmente uma ótima opção de bike para quem deseja desenvolver e aprimorar suas técnicas extremas sem perder seu espírito cross coutreiro, e uma ótima opção em substituição às bikes rígidas disponíveis no mercado.
Assista ao video do teste - clique aqui
Especificações Técnicas:
Tamanho: SMALL
Top Tube: 20.6”
Head Tube: 3.9”
Well Base: 40.6”
Chain Stay: 17.1”
BB HT: 13.2”
Standover: 28.7”
HeadSet: 1.1/8”
Seat Post 30.9mm
BB: 68mm
H.T. Angle: 70º
S.T.Angle: 73.6º
Shock: 5º elemento 5”
Maiores informações: santacruzmtb.com
BKz
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