... Conhecida como reduto dos
dowhiller paulistas, a Serra da Cantareira abriga várias pistas de
downhill no Estado. Dentre tantas, a preferida da galera é a Saracura,
de onde saíram várias tribos e equipes... Não é à toa que duas das mais
antigas equipes de São Paulo são baseadas lá: A Cantariera Racing e a
"reativada"
Bike Action Cantareira.
Enquanto o freeride se desenvolvia em "parques" espalhados em outras
cidades, a Serra se manteve fiel ao Downhill e "seus" freeriders tinham
que viajar para outros locais, caso quisessem praticar o rolê "sem
compromisso"... Só que a serra continua sendo reduto de pilotos
extremos e não teve jeito. E o freeride
chegou chegando.
Da entrada do sítio, nota-se que o local é familiar e bem tranquilo A trilha do Macaco foi fechada pelas autoridades; Daí pra frente...
O "macaco" é o quase no alto da serra e a trilha "bomba" nos finais de
semana - e de certa forma, foi o grande responsável pela criação do
novo parque. Em nome da "preservação do meio-ambiente",
autoridades locais fecharam a pista para as bikes. Após a criação de um
projeto de preservação - apresentado por alguns pilotos e entusiastas,
a pista foi reaberta - porém, com várias restrições. Isso feito, as
rampas de terra passaram a ser derrubadas e reprojetadas em madeira.
Mas a cada novo obstáculo criado, "alguem" os destruía; Isso fez com
que o piloto Jeferson Ladhera tomasse atitude e procurace outras
opções. E a partir daí, nasceu o
Bike Park no Sítio Tio Zezo.
Operários do Freeride que colaboraram com a contrução do parque Atitude e iniciativa individual, torna-se coletiva... O
Ladhera aproximou-se do Luis (arrendatário das terras do Sítio) e aos
poucos foram formalizando uma parceria, onde o Luis cederia o terreno e
o Ladhera assumiria a contrução; Até porque o cara
é engenheiro civil e confessa que "curte essa parte técnica de projetar
angulação, distância e velocidade das rampas...". E não só na
prancheta: o cara "põe pra baixo" e representa mesmo no Freeride.
Rolê para todas as idades: Pai e Filho se jogando nas rampas bem construídas
Com o terreno ideal na mão e uma boa infra-estrutura, o Ladhera entrou
em conatato com os amigos e em pouco mais de 1 mes (isso mesmo: 1 mês),
criaram esse local chapado de opções e ideal para aprendizado e prática
de
ataque à obstáculos). Tem
rolê para todos os níveis técnico e gostos. Se você quiser aprender a
dar uns pulos, põe a bike no carro e vai se "jogar" no sítio. Alem dos
obstáculos, vários freeriders
prós estão treinando por lá e as chances de aprimorar técnica e posicionamento ataque são bem favoráveis.
Alguem duvida que a mulherada está chegando junto. Elas estão em praticamente todos os ambientes extremos
Pelas fotos nessa matéria, dá pra se ter noção do ambiente. Existe um
grande gap no começo do "percurso" de onde abrem-se várias vias -
seguras e muito divertidas. São várias opções de obstáculos, incluindo
duplos, wall-rides, drops, drop-seco,
etc... De acordo com o Ladhera, "local está não só a disposição dos
ciclistas e familiares. O parque está "aberto" à empresários e marcas
que queiram investir nesse segmento. O sítio
promete crescer e muito, devido às diversas possibilidades do terreno".
Freddy se desenvolvendo nas rampas; E Kenji - de volta às pistas, depois de quase 6 meses se recuperando de lesões...
O custo para passar o dia no Sítio é R$3,00 por piloto e R$2,00 por
veículo. O valor arrecadado com a taxa de acesso será revertido em
melhorias e novas construções. Além de excelente infra-estrutura em um
ambiente bem familiar, o TIO ZEZO ainda oferece passeios de pedalinho e
jet-ski e para as crianças, ponei e charrete.
Para chegar:
Descendo a serra da Cantareira em direção à Mairiporã, a pista fica a
uns 9km após a guarita da Polícia Militar. Perto do Bar do Pedrão - do
lado esquerdo da estrada. Agradecemos aos "locais" pela hospitalidade e
parabenizamos à todos pela iniciativa. Para maiores informações,
ladhera@hotmail.com.
Atenção: É recomendável andar sempre equipado. O esporte é de risco e proteção nunca é demais.