O Caio veio do surf. E se o cara não
vive na praia, acaba mesmo diminuindo a intensidade da prática desse
esporte com o passar do tempo. A rotina da cidade grande e os
compromissos acabam tomando mais tempo. Foi quando ele decidiu pegar a
sua bike e sair de rolê pela cidade. E a quantidade de informação que
nos chega a cada novo dia, faz com que as técnicas se propaguem. E foi
nessas que ele entrou para o meio do "freeride"; Comprando uma caloi e
saindo de rolê pela cidade.
Em seu sítio, algumas rampinhas de madeira e terra começaram a
"nascer". E do nascimento pro desenvolvimento foi bem rapidinho.
As rampas começaram a crescer e a caloi já estava pequena. Foi quando
ele resolveu partir para uma bike full-suspension; E já que o negócio
era "se jogar" nas rampas, o Caio foi logo atrás das bikes
"freerideiras" de 8" de curso.
Assim como o Caio, o esporte caminha na mesma direção. Tá crescendo a
quantidade de adeptos do freeride porque o esporte em si está crescendo
no Brasil. Os bike parks já são uma realidade. Apesar de poucas opções,
as que existem são iradas. E mesmo que não for bike parks, ouvimos
notícias de novos "locais" por todos os lados. Até pelas fotos que
nossos usuários nos enviam dá pra ver que rampas e saltos estão
pipocando por todos os lados.
Bom, voltando ao Caio, combinamos de fazer um drive-test nas rampas que
"estavam grandes". Fomos conferir o local, e na entrada do sítio
fomos recebidos por um road-gap respeitável (muito bem feito). Opa.
"Essa é a primeira" dizia o Caio. "Chega mais..." .
E enquanto descíamos o morro, fomos surpreendidos com altas rampas
muito bem feitas. Todas elas com vala. Não tem nenhuma mesa no local.
Pra quem não sabe, as mesas são rampas com terra no meio - para caso o
piloto erre, ele caia sobre a terra, e não na vala. Ou seja. Não dá pra
esquentar. Quer mandar?? Então vai, filho. Põe pra baixo e boa sorte.
E fomos. A "descida" é nada mais que um road-gap e 4 rampas. As rampas
de lançamento são realmente altas, com variações de valas de 4 a 6
metros. A última delas, no final da descida é a maior de todas - e pra
se "entrar" nela, têm que estar muito confiante e seguro de sua
técnica, porque a "parede" realmente impressiona - e o salto é para
cima e para frente.
São pessoas como essas e locais como esses, que contribuem cada vez
mais, para o desenvolvimento do esporte. Porque por maior que seja o
obstáculo, sempre haverá um piloto disposto a superá-lo. E depois que
acontece a "inauguração" de um novo obstáculo, fica mais fácil dos
outros pilotos virem atrás. Um bom exemplo disso é o Bike Park de
Sousas, onde a um ano atrás, o obstáculo "9 e Meio" era um "muito
grande" e poucos pilotos o desafiavam. Hoje, a história já é outra, com
vários pilotos passando pela "vala", que parece cada vez "menor".
E a cada novo desafio, novos freeriders estarão por lá para
enfrentá-los. Porque são os atletas os grandes responsáveis pelo
desenvolvimento do esporte e da indústria.
A propriedade é particular e não fomos autorizados a divulgar o endereço.