Com a aproximação do
Desafio Internacional de Verão 4Cross - um mega evento de ciclismo extremo promovido pela Yescom no
Ski Mountain Park
em São Roque SP (com transmissão ao vivo pela TV Globo), a maioria dos
pilotos estão em plena fase de treinos e ajustes para a competição.
Apesar da temporada estar apenas no começo, a dança de pilotos e
equipes já vêm rolando ha algum tempo e a maioria dos pilotos estão
treinando pesado para estarem "no ritmo" em 27 de Fevereiro, data que a
elite Brasileira se junta para participar desse que é um dos
grandes eventos Internacionais que rolam em terras tupiniquins.
Como vamos participar da competição e na intenção de dividirmos com os usuários do bikezone o setup ideal (
sob o NOSSO ponto de vista)
de bikes preparadas para corridas de 4Cross, resolvemos dar um giro
pelo mercado à procura das bikes disponíveis para esse tipo de
"transformação".
Nosso foco ficou em bikes com no máximo 5" de curso, leves e indicadas
para cross-country extremo ou mesmo 4X. Hoje são várias marcas no
mercado Brasileiro que disponibilizam esses produtos - como Trek,
Dabomb, Astro, Santacruz, Scott, Kona, etc. Em provas de 4Cross, o
equipamento é vital apesar de aceitar muito bem bikes rígidas ou "
fulzinhas"
(full-suspension de pouco curso). Não que as bikes de DH não role numa
boa, mas certamente prejudica o resultado do piloto devido ao peso e
mobilidade da bike em retomadas.
Através da loja
BikeTech Jardins, contatamos a
TREK Bikes
que viabilizou um acordo de "apoio" ao piloto Cae Zammataro (Bikezone/
Giro/ Fox/ Trek/ Biketech Jardins), que escolheu o modelo LIQUID 25
para o projeto. Essa escolha não é por considerar essa bike melhor ou
pior do que outras bikes disponiveis no mercado mas principalmente por
termos acompanhado a performance do piloto Fabiano Santamaria Mantega
trabalhando em sua Liquid 25 nas pistas extremas Brasileiras, onde
participou da maiorias dos "duelos" como o Dual Downhill, Serra
Extreme, GP Ravelli e o Paulista de 4Cross, entre outros, sempre
garantindo um bom resultado. O "Mantega" representou a marca de forma
muito convincente, demonstrando agilidade e fluidez nos momentos de
ataque e retomada de velocidade. Ao menos, já sabíamos que a bike
agüentaria a "porrada".
Ajustes do brinquedo
Vamos fazer vários tipos de ajustes nas tentativas de "encontrar" o
melhor setup para a bike (sob a nossa ótica). Como a primeira fase dos
treinos será executada nas ruas e parques, deixamos a bike com um setup
voltado para o STREET. Apesar dos componentes da LIQUID 25 serem todos
de primeira linha, mudamos vários deles para que o piloto ficasse bem
ajustando dentro do "cockpit". Com o quadro tamanho 15,5", optamos por
algumas alterações que num primeiro momento foi difícil de convencer o
Juninho (mecânico chefe da loja) a aceitá-las. Transformamos a bike 27
marchas em single speed (sem marcha) - Kit DaBomb, pedivela
3peças (caixaria européia), encurtamos a mesa, optamos por guidão mais
resistente, trocamos aros, pneus e enfim escolhemos a melhor relação
(corôa/k7 single speed).
Nessa fase estamos atrás da
"batida perfeita"... O primeiro plano é ajustar o piloto dentro do
cockpit. Depois disso passaremos ao segundo estágio, onde trocaremos o
kit single speed por um cassete de 9 marchas (opção de setup atual para
a maioria dos pilotos de 4cross) usando uma coroa de 38 dentes.
Escolhemos também usar os garfos da FOX, instalando um Vanilla Float R
130mm - devido a seu peso, resistência e durabilidade.
Como nota-se na foto,
do setup original de fábrica deixamos apenas e o shok traseiro - a
Manitou Swinger 3-Way Air (SPV, 125mm). É óbvio que a escolha dos
componentes é uma
preferência individual e não estamos aqui dizendo como se deve montar uma bike - mas apresentando uma outra opção de setup para o
4 Cross.
Componentes escolhidos:
Garfo: FOX Vanilla Float R
Shok: Manitou Swinger 3-Way Air SPV 125mm
Guidão: TITEC Hell Bent
Manoplas: ODI Ruffian
Pedivela: FSA
Freios : Hayes HF X9
Mesa: Woodman Rockster S
Caixa de Direção : FSA PIG DH
Aros: DH30
Relação: 36 x 16 (com kit single speed Dabomb)
Coroa: 36 Dabomb
Esticador de corrente: Dabomb
Corrente: KMC KOOL Stop
Cubo Dianteiro: Dabomb HS F20E (Cubo com opção de 20m ou blocagem)
Cubo Traseiro: DT Swiss Onyx
Pedais: Dabomb Skint
Regulagens:
Para testá-la nas modalidades Street e Dirt Jump:
Usamos o single speed por não exigir troca de marchas nesses ambientes
e apenas com freio traseiro (proporcionando mais flexibilidade e
agilidade nas manobras com guidão) além de diminuir peso e evitar
quebras de discos em obstáculos urbanos. Mantivemos as suspensões com
regulagens mais duras (mais compressão e menos retorno). Nos primeiros
rolês já pudemos notar a "leveza" e agilidade da bike. A bike se adapta
e assimila bem aos impactos e se mostrou muito confortável e eficiente.
O piloto encaixa-se muito bem "dentro" do equipamento e consegue
evoluir com muita fluidez. Estaremos trabalhando nesse equipamento até
a competição de São Roque, onde finalmente esperamos atingir o "setup
ideal" para otimizar a performance da bike. Aguardem o resultado
desse bike-test para depois do Desafio Internacional de verão - no dia
27/02/05.
Um aspecto muito importante sobre alterações de bikes originais e garantia
Apesar das bikes agüentarem as porradas, nenhum fabricante fornece
garantia para bicicletas que sofrem alterações originais de regulagens
e componentes. Ou seja, a bike perde a garantia. No certificado de
garantia da maioria das bikes e lojas, os termos são bem claros:
"As bikes tem um ano de garantia para defeitos de fabricação
devidamente comprovados pelo nosso departamento técnico. Problemas
causados por uso indevido, maus tratos, negligências, acidentes,
montagem imprópria, uso de partes ou mecanismos não compatíveis com a
montagem original da bicicleta, não serão cobertos por essa garantia".
Agradecemos ao Gabriel Nápole (biketech jardins), Fabiano e Juan (Trek Bikes) pela colaboração e apoio...
... e à paciência do Juninho pela montagem!